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Ansiedade: o que a psicanálise escuta além dos sintomas

  • Foto do escritor: claudiamourafreire
    claudiamourafreire
  • 26 de jan.
  • 3 min de leitura

Psicanálise clínica em Vitória - ES para acompanhamento sobre ansiedade

A ansiedade é uma das queixas mais frequentes nos atendimentos em saúde mental. Muitas pessoas chegam ao consultório relatando sintomas como inquietação constante, pensamentos acelerados, dificuldade para dormir, tensão no corpo, sensação de aperto no peito ou medo sem causa claramente identificável. Em geral, a busca inicial é por alívio desses sintomas, que costumam interferir de forma significativa na rotina, no trabalho e nas relações.

A psicanálise não ignora os sintomas da ansiedade. No entanto, sua escuta vai além deles. Em vez de se concentrar apenas na eliminação imediata do desconforto, o trabalho psicanalítico se dedica a compreender o que esses sintomas expressam sobre a história, os conflitos e a forma singular de cada sujeito lidar com o mundo.


A ansiedade como sinal, não apenas como problema

Na perspectiva psicanalítica, a ansiedade não é tratada apenas como um distúrbio a ser combatido. Ela é entendida como um sinal de que algo, no campo psíquico, pede elaboração. Muitas vezes, a ansiedade surge quando o sujeito se vê diante de desejos, perdas, escolhas ou conflitos que não encontram palavras.

Em vez de perguntar apenas “como fazer isso parar?”, a psicanálise propõe outra escuta: “o que essa ansiedade está tentando dizer?”. Essa mudança de foco permite que o sofrimento seja acolhido sem reduzi-lo a um conjunto de sintomas isolados.


Cada pessoa vive a ansiedade de forma singular. Para alguns, ela se manifesta como medo constante do futuro; para outros, como dificuldade de relaxar, sensação de cobrança excessiva ou necessidade de controle. A clínica psicanalítica não parte de categorias rígidas, mas da escuta atenta da experiência subjetiva de cada analisando.


O corpo fala quando a palavra falha

É comum que a ansiedade se manifeste no corpo. Palpitações, falta de ar, dores musculares, desconfortos gastrointestinais ou crises súbitas de mal-estar são queixas frequentes. Muitas pessoas percorrem diferentes especialidades médicas antes de chegar à escuta clínica, ouvindo que “está tudo bem fisicamente”.

A psicanálise compreende que o corpo pode expressar aquilo que ainda não encontrou um lugar na fala. Quando o sujeito não consegue simbolizar determinadas vivências, o corpo passa a carregar esse excesso. O trabalho analítico busca, justamente, transformar esse sofrimento corporal em palavra, respeitando o tempo e os limites de cada pessoa.


Esse processo não é imediato nem linear. Trata-se de uma construção gradual, na qual o analisando pode começar a reconhecer relações entre suas vivências emocionais, sua história e os sintomas que se apresentam no presente.


Ansiedade, controle e exigência interna

Em muitos casos, a ansiedade está relacionada a exigências internas intensas. Ideais de desempenho, necessidade de corresponder às expectativas alheias ou medo constante de falhar podem gerar um estado permanente de tensão. A pessoa sente que nunca é suficiente, que precisa estar sempre alerta, sempre produzindo, sempre dando conta.


A escuta psicanalítica permite questionar essas exigências, muitas vezes internalizadas desde a infância, e refletir sobre como elas operam na vida adulta. Ao reconhecer essas dinâmicas, o sujeito pode construir uma relação menos punitiva consigo mesmo e com seus limites.


O lugar da psicanálise no cuidado com a ansiedade

A psicanálise não oferece técnicas rápidas para “controlar” a ansiedade, nem promete sua eliminação total. O que ela oferece é um espaço ético de escuta, onde o sofrimento pode ser compreendido em sua complexidade.

Em alguns casos, o acompanhamento psicanalítico pode ocorrer de forma articulada com outros cuidados em saúde mental, como o acompanhamento psiquiátrico, quando indicado. Essa articulação é feita com responsabilidade, respeitando os limites de cada abordagem.


Escutar a ansiedade como parte da história

Falar sobre ansiedade na psicanálise é falar sobre a história de cada sujeito, suas relações, perdas, desejos e modos de enfrentar o que escapa ao controle. Ao longo do processo, o analisando pode construir novas formas de se relacionar com sua angústia, sem a expectativa de uma vida sem conflitos, mas com maior possibilidade de elaboração e cuidado.


Se a ansiedade tem ocupado um espaço excessivo em sua vida, buscar um espaço de escuta clínica pode ser um passo importante. A psicanálise oferece tempo, palavra e respeito à singularidade de cada trajetória, sem atalhos e sem promessas, mas com responsabilidade ética e clínica.


Agende a sua sessão pelo WhatsApp: (27) 98811-0637.

 
 
 

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